domingo, 31 de outubro de 2010

O tempo...

Impressiona-me a rapidez do tempo que empurra a lembrança sempre mais para trás. Desenho as formas quando necessito e tiro o pó da memória, recordando dias sem saudades e agora, falando dela te digo que não dói. Suporta-se. Aprendi a tolerar a deixar pra depois e não chover sempre que teu rosto me vem à mente e agora te conto que o coração até está pequenininho dentro do peito, mas os olhos continuam calorosos feito o sol em céu azul. E te sorrio e te canto e nos recordo. Fluidez.

Tem vezes que o tempo assusta. Nunca imaginei uma vida de distancias tão comprida e, por ora, me encontro sozinha, mergulhada em lembranças tão só minhas e numa incredibilidade grande. Repetitivo, bonito. Re-pe-ti-ti-vo. Saudade, saudade, saudade. Chuva, chuva, chuva. Eternidades. Discrepâncias. Destinos? Tornei-me cética e parei aí. Desacredito. E, desacreditando, tua voz não me vem com freqüência, não há mais conversas nas madrugadas insones e não imagino mais o tamanho da minha barra de chocolate (risos), nem derreto teu olhar de chocolate ao leite. Você está cada vez mais distante.

Eu estico os dedos pra te segurar nas mãos. Um toque e tudo fica bem. Vê a impossibilidade disso tudo? Só queria uma brisa tímida me beijando o rosto e o abraço do vento no corpo. A sensação do conforto do refugio. E depois de algumas muitas linhas inerte, lá vem à chuva me encher de novo, em meio ao sorriso que solto num lamento de alivio. Me faz bem derreter e te sentir aproximar-se e saber que ainda somos eternos, nesse tempo que escorre, prolongando saudades que só tendem aumentar.




sábado, 30 de outubro de 2010

Nos últimos dias foram tantas as cartas que escrevi sobre as coisas que não disse, deixando tudo assim então, não dito, não enviado.

(...) E o tempo por aqui me fez ter vontade de te contar que tem feito dias bonitos. Soube que por aí tem chovido. (...)
E eu odeio quando você está sempre certo e de como tem sempre tanta razão. Na primeira noite da minha nova/velha vida sem você, eu só consegui dormir assim: sentindo raiva de você porque mais uma vez você parecia estar certo e nós não dávamos certo mesmo, por termos aquilo que vcê chamou de incompatibilidade de gênios. Eu, com meu gênio forte, você com seu gênio difícil, ou mesmo ao contrário e ainda sim de acordo com o que somos. Odiei você por resumir a gente desse jeito, por fazer de nós apenas o casal do amor que apesar de grande não basta.
E mais uma vez então te odiei por estar jogando todo esse amor enorme fora, e por conseguir me convencer de que ele merecia mesmo ser jogado fora, porque era grande, mas não suficiente para mudar os desencontros. Me odiei pelo nosso primeiro encontro, pelo nosso primeiro beijo,  pelo nosso primeiro mês junto e por todos os outros quatro que vieram depois, por tentar ti impedir de ir embora sem  sequer te dito adeus, por te me feito chorar de dor.
Eu já farta dessa dor de amor que não dá certo, de amor pouco, de amor torto, desse meu jeito de amar que parece sempre errado, ou indiferente. Eu fui embora sentindo que meu sentimento era, pra você, indiferente. Então não me restava nada. Já não quero nada de volta. Que tudo ficasse ali para que se algum dia você quisesse, lembrar de mim. Mas não queria voltar a vê-lo, morreria com meu amor pouco, com a dor de mais um desencontro e de mais uma frustração.
Eu não disse, mas de todos, você não foi apenas o melhor. Foi também o pior. Você deixou amor e dor. Só que dessa vez muito mais forte do que qualquer outro que tenha deixado só dor. Porque eu amei você, e me senti amada, e depois então desprezada, descartada. E não sei o porquê, mas sentada na areia de frente pro mar naquele sábado a noite  eu senti, eu soube, doía diferente.

Era só tristeza nada mais. Descrença, desanimo, desgaste, ou qualquer coisa outra que comece com ‘des’ que traga o tom de despedida. Eu tentei tanto não pensar em você por todo o resto do dia do nosso fim que toda vez que me escapava à concentração na vida e no dia, ou em qualquer besteira, bobagem, você voltava transbordando meus olhos de lágrimas.
Por isso resolvi esquecer. Procurar um lugar  onde faz sol.
Hj seca eu já não sinto nada, olho  fotos, leio nossos e-mails trocados. Voltei a ouvir  Los Hermanos (que foi trilha sonora de cada conversa) que me faz pensar em você.  As mesmas coisas lindas que não existiam mais na quinta-feira de manhã. As coisas lindas que eram poucas, insuficientes, insignificantes. As coisas lindas que não eram capazes de despertar em você esperança na gente e que quando você apagou, me deixou triste mesmo por conta do vazio.
quando encontrei o sol tudo que tinha pra mostrar a ele era um coração vazio  que você deixou, ou que não deixou.
Só queria ti dizer que aqui tem feito tanto sol. E q eu tenho sentido tão pouca fé na gente. Você matou aquela que não era nem tão grande, mas que se engrandecia pelo meu amor por você. Hj o que resta é tão pouca fé em tudo o que você diz.  você conseguiu transformar tudo em mentiras pra mim, eu não vejo razão alguma ou nenhuma que seja realmente suficiente para eu pensar em voltar.
Eu me tranquei nessa casa de vida tranqüila só pra não sair novamente pra rua e me machucar por amar você. Me doeu tanto amar você que eu resolvi amar menos. Ou não amar pra não sofrer.
Eu te dei todo o meu amor, e em todas as  manhãs durante todos esses dias. Dei e ouvi de você que não bastava. Que nosso amor não bastava, quando para mim, ele é o que sempre basta, o que sempre importa.
Essa carta é mesmo pra dizer que em algum canto dessa casa ainda tem amor pra você, porque ainda tem muito amor por você dentro de mim. Mas hj não basta. Espero que os seus dias sejam mas ensolarados do que os que tem feito por aqui. Porque aqui ele tem brilhado muito...

Porta entreaberta

Destabilizada. Desconfigurado. Desbotado.

Foi retirado de mim sem aviso prévio. Recolheu as trouxinhas e se foi. Deixou a angústia, uma grande interrogação, uma saudade e talvez uma indignação que pulsa com toda força do orgulho.
Eu nunca pedi pra você vir até mim, nem nenhuma palavra, aliás nunca esperei nada disso. Não dessa forma.
Sem a paz que você me trazia e o carinho que confortava meus dias, fico eu aqui sem saber o que fazer, me sentindo perdida nas minhas próprias palavras, tropeçando nos meu sentimentos e buscando qualquer coisa que preencha os vazios intermináveis da minha alma.
Não vou pedir que volte, que reescreva os rascunhos, que contrua qualquer coisa bonita pra me agrade. Não cobro e nem imploro nada. Só acho que, sinceridade não deve ser abandonada por nenhum ser mortal. Vamos pôr a cara a tapa e expor todas as cartas na mesa. E não enfiar o rabinho entre as pernas e ir embora como se não houvesse.
É muito mais prático deixar uma pessoa falando sozinha do que dar atenção a ela. Mais aí vai de cada um. Faça com o outro o que você gostaria que fizessem com você e assim vai.
Minhas buscas e achados tem sanado a falta por alguns instantes, mas sempre fica faltando aquele detalhe que só pode vir de você. Incompleto, eu vou levando porque eu não vou ficar mais te lembrando que eu tô aqui, isso é chato, pra ambos. Também não vou apertar o del e achar que tô fazendo bonito. Sua importância fica, porquê antes de tudo, ela já existia. Eu não guardo rancores, não desejo vingança. então não tem porquê querer também que você suma de vez da minha vida. É contra a minha lei. Eu agrupo, intensifico, mantenho ou simplesmente guardo. Uma vez estando é pra sempre. Suba de níveis, recomece, conquiste pontos, me conquiste e volte para onde esteve. Fica por conta do jogador.

O tempo passa, as coisas acontecem, você vive, eu vivo, sangro, me desespero, me encanto, rabisco, colorindo, me reinvento, cativando amores e seguindo.
ps.: essa já faz alguns dias q  estava arquivada, e que provavelmente iria pra lixeira... hj a New viu, gostou  e pediu pra eu postar ... Então aqui esta...

 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

“ eu sou lúcida na minha loucura
Permanente na minha inconstância.
 Inquieta na minha comodidade.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais."

Martha Medeiros
 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


" Até onde podemos ir? Até o limite do suportável. Um belo dia, depois de inúmeras repetições do mesmo erro, a gente desiste. Com tristeza pela perda, mas com alegria pela descoberta, diz pra si mesmo: cheguei até aqui. E, então, a vida muda."(Martha Medeiros)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

hehehehehehehe

Pedro: - e aí? Como anda o homem da sua vida?
Neidy: - pelo jeito ele é o homem da vida de muitas outras...
Pedro: - hahahahah e como você esta?
Neidy: - indo, vai passar. Se passou com você, passa com qualquer um...
Pedro: - isso foi uma declaração de amor?
Neidy: - não. Foi uma declaração de liberdade mesmo
Pedro: - (...)
Neidy: - queria um longo abraço agora
Pedro: - deveria me recusar depois dessa.
Neidy: - kakakakakakaka
Neidy: - vamos jogar cafémania hj?

Pedro: - vc passou de novo!
Neidy: - quem mandou você ensinar?!?
Pedro: - eu??! Você que queria distrai-la e inventou essa de cafémania
Neidy: - passei passei passei de vc de novo!
Pedro: - sabe como é né, sorte no jogo hahahah azar no amor
Neidy: - aiiiiiii, machuca mesmo!
Pedro: - presta tenção aí tua comida já ta pronta...
Neidy: - passei! aposto tudo...
Pedro: - porra! Não né... não é possível!
Neidy: kakakakakaka
pedro: - filha da mãe! Você blefa muito bem
neidy: - aprendi no amor
Pedro: - não jogo mais com você
Neidy: - hahahahhahahaha

E assim a gente vai, dia após dia...



ps: já tava indo dormi, mas voltei aqui só pra postah isso pra ti Pedro Turrini rsrsr

Adeus você.

 Já dizia Caio Fernando: "Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas, que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração."
Como sempre, não tive paciência pra esperar resposta nenhuma, esvaziei meu coração por conta própria.
E game over.

O pior estágio de todos.

Eu não gosto de saúde pública. Eu não gosto de preencher fichas. Eu não gosto dos mil protocolos que é preciso seguir. E nem venha me dizer que é pra manter a organização, porque o sistema público do Brasil é tudo, menos organizado. É burocracia demais pra uma unidade de saúde só.
Eu não gosto principalmente das mil fichas de pré-natal. Eu não gosto da minha professora. E ela também não gosta de mim, o que é pior. Eu não gosto da ladeira do estágio, da escada do estágio, da data do estágio, de nada.
Eu não gosto da forma como eu me comporto lá, e é inevitável. Eu não gosto de ficar calada, preguiçosa, pouco a vontade. Não gosto de confundir termos técnicos, de jogar a gaze fora e de puxar o espéculo antes da hora. Eu faço tudo errado lá.
Tô com saudade dos bebês, das vacinas e dos curativos.

domingo, 24 de outubro de 2010


" Oops!...I did it again, I played with your heart.. " ♫ Faz um pedido! Quê? Vi uma estrela cadente... ( Um namorado novo! ) Droga! Eu pedi mesmo isso? Inconsciente babaca, era pra pedir dinheiro.
Você tá com uma carinha saudável hoje, pode até ser maquiagem, mas tá. Como há muito tempo eu não te via.
Mesmo? Acho que talvez eu esteja feliz, também como há muito tempo não me sentia.
Aii, deixa essa tocar " The best, the best, the best of yooouuu... " ♫ Tá rindo do que? Sei lá... ta vindo de uma coisa aqui, bem aqui perto do meu estômago. Cadê o seu cel
ular? Putz... esqueci. Você esquecendo o celular? É... estranho, não faz falta. Quero dançar...

sábado, 23 de outubro de 2010

frase do dia!

"Eu nunca vou esquecer você. Eu não soube o que fazer com você, mas sei o que fazer com o não você. Isso eu sei fazer e faço bem. Lembrar que era terrível e incrível. Terrível, meu amor, como poucas (ou nenhuma) coisas foram. Mas absolutamente incrível."

Vento...

Eu escrevo, depois apago. Escrevo mais um pouco, depois apago. Os sentimentos mudam tanto durante as 24 horas do dia, tanta coisa sai do lugar, a gente tropeça porque não arrumou a bagunça e quando tudo começa a voltar pro lugar, você então percebe que muita coisa tá quebrada. É hora de jogar fora. Esvaziar a cabeça pra enxergar direito. Todos esses dias eu estranhei a minha frieza, minha dificuldade em chorar, e hoje eu esvaziei, chorei tudo, chorei por cada palavrinha. E agora eu pergunto, o que restou ? Que sentimento é esse?
E as pessoas continuam querendo o mal das outras, continuam não se satisfazendo com as próprias vidas, ainda existe aquela necessidade em ser o juiz da verdade, jogam no vento mil coisas, sem pensar nas consequências que isso teria pra vida de uma outra pessoa, e querem saber? O vento não cessa, ela dá a volta.

Mas agora só existe uma certeza, sou um túmulo. Passar bem

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

" Paciência e fé. É o que eu tenho buscado pra esse meu outubro com gosto de fracasso. "

Fim do show


Eu só sinto em informar aos senhores, que nada mais me surpreende. No meio do espetáculo a máscara dele caiu, eu só levantei e fui embora.

domingo, 17 de outubro de 2010

Considerações finais

Oito vezes. Foi a quantidade que abri a tua janelinha no messanger só para olhar tua foto e observar algumas palavras trocadas e lembrar de algumas palavras ditas e sorrir, por dentro, só pelo fato de ter ti conhecido. Disse uma vez, aqui neste mesmo canto, que poderia parar apenas na troca de palavras e bastaria e hoje conto que não, que eu precisava ter descoberto você, ter tocado você. Eu precisava sentir teus olhos me analisando e precisava enxergar as estrelas no teu sorriso e rir. Gostosamente, das muitas atitudes bizarras e tão espontâneas. Era fato: não tinha como ser infeliz do teu lado. Você transborda alegria, garoto, mesmo quando triste.
É marca registrada tua.

Eu tentei manter o coração tranqüilo e não me apaixonar e, de inicio, tava tudo indo muito bem, obrigada. Mas precisava ser tudo tão perfeito, tão conto de fadas, tão
tudo-que-sonhei-pra-mim? Desde que ouvi teu nome, num fevereiro tão tempestivo, sabia que, ao ti conhecer, seria inevitável. Então vesti minha armadura, fingindo não me importar, não ligar, não querer saber, por mais que cada pedacinho minúsculos do meu dia fosse recheado de você. Escondi o riso cada vez que via teu nome na tela do meu celular, cuidei de mim minuciosamente na expectativa de que você viria, convidaria, que um dia estaria aqui.

Tive medo de me expor. De estragar tudo, perder contato. E tentei me satisfazer com os acasos e aceitei mendigar você... Era uma forma de ter por perto, de ti ver sorrir, de ti ver contar, de te ouvir cantar, mas isso foi me consumindo de tal maneira que passou a doer, garoto. Enlouquecia, sozinha, sem saber o que fazer. Precisava que você soubesse que eu estava tão-ai-pra-voce como te soube, um dia, e desperdicei com os meus medos bobos. E resolvi falar e sonhei que tudo ficaria bem, que era o ponto que falta, que sequer imaginei outro rumo, outras formas, outro fim. Sequer imaginei que fim.

E vi tudo desmoronando com tanta pressa e fiquei sem entender, porque não tinha nada para ser destruído, não tinha nada que ser terminado. Eu só precisava dizer que estava acima do limite do gostar e q doía. Só. não queria nada mais, não queria que chovesse como choveu a noite inteiro. Mas suporto. Apesar de, eu suporto. De tudo tão vazio que ‘ta agora, de todas as lembranças que eu teimo em não guardar, de todas as musicas que escuto só para recordar, de tudo que machuca, eu sorrio ate com os olhos, por ter tido o prazer (imenso) de um dia ter esbarrado em você e ter podido te conhecer. Fazer parte, ainda que por pouco tempo.

Agora toca los hermanos e sou obrigada a rir. Da ironia, da coincidência, sei La. Dane-se. O coração ta tranqüilo e eu ‘tÔ serena, risonha e fingindo, como sempre fiz. Para perceber, é só ver os olhos, que perderam o brilho, o riso. Dentro deles, não há mais você. E, apesar de, hoje te vejo quando me encaro no espelho, pois tive, depois de muito dizer que não, a chance de crescer. Amadurecer por dentro, amadurecer as idéias e aprender que nada deve ser calado – mas antes eu nada tivesse dito... e assim eu encerro, por um tempo ou dois tempos, esse canto aqui. Vou me dedicar ao livro, a vida. Nessas linhas, não haverá mas nada de mim. Agora virei silencio.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

É amizade, meu bem.

Levei um susto ao ver teu nome entre as tantas janelinhas que piscava afoitas no meu MSN esquecido. Meu coração parou por uns segundos e cliquei para ti ler, com um sorriso quase feito nos lábios. Noticias, garoto! Depois de dias de silencio dolorido, umas poucas linhas de noticias tuas... Sorri com tristeza, moço, por sentir um oceano de distancia entre você e eu, e engoli a bola que se formou na minha garganta. De surpresa. De alivio. De tristeza. Ou de tudo junto, talvez. Não sei. Já estava me acostumando a não te ter por perto em linhas. Foi como si vc tivesse voltado outra pessoa, senti remorso e timidez e falta de pratica. Tudo bem, sem pender pra um só lado, admito que muita coisa eu havia perdido também [ou tentado perder]. E o horário, lembra?

E agora me veio outro riso bem bobo, que refletiu fácil em meus olhos e te digo que senti saudades dessa nossa sincronia e piadas internas. Saudade de toda felicidade que é conversar contigo, sem preocupações, sem pressa, sem porquês.
Apenas por fazer bem e bastar e nos entendermos e rimos e confessarmos e nos compreendemos como ninguém. Li todos os teus motivos, soube da tua vida de tantos anos em pouco tempo, que me sinto parte dela. E o mundo fica tão pequeno, tão bobo quando estamos eu e você em uma tela de computador que é possível acreditar que até as distancias diminuem tamanha proximidade que a gente se sente.

Fe-li-ci-da-de. É assim que resumo o nosso contato. Um punhado de riso, de careta impensada. E, sem negar, a tristeza dos olhos ao ler palavras tão doces, tão lindas e tão cheias de futuros improváveis, que jurei não mais comentar, mas que agora não vejo como calar. Senti cada frase como um adeus premeditado e, se muito for analisar, nos dependíamos varias vezes no decorrer da nossa conversa e te conto que isso muito me dói, pois tenho medo de pensar como vai ser sem você por perto, terminar de te perder por completo, ainda que dessa vez, com aviso prévio. Não, não suma! Eu não ligo se (e aqui vem outra coisa tão nossa) vier a acontecer (e vai!) e prefiro aproveitar enquanto dá, mesmo que doa mais tarde.
Consegui sem você uma vez, e conseguirei de novo. Mas o que mata mesmo é o silencio, moço o não saber. E isso eu não quero de novo perder...

Obrigada por não ser tão responsável... Eu amo você

ps: p/ meu AP das madrugadas a forah...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A tartaruga

recebi esse texto por e-mail:



Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho gari (cortada por um caco de
vidro indevidamente jogado no lixo), o médico e o paciente começaram a
conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre Lula, sobre a Dilma. O
velhinho disse:


- Bom, o senhor sabe, a Dilma é como uma tartaruga em cima do poste...


Sem saber o que o gari quis dizer, o médico perguntou o que diabo significava
uma tartaruga num poste?


E o gari respondeu:


- É quando o senhor vai indo por uma estradinha e vê um poste. Lá em cima tem
uma tartaruga tentando se equilibrar.


Isso é uma tartaruga em um poste.


Diante da cara de bobo do médico, o velho acrescentou:


- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria, nem poderia, estar lá;
- Você sabe que ela não vai fazer, absolutamente nada, enquanto estiver lá;
- Você não entende porque a colocaram lá;
- Então, tudo o que temos a fazer, é ajudá-la a descer de lá, e providenciar
para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente, não é o seu
lugar!!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um pequeno gigante...

Ele é um anjo, menina. um anjo frágil, que merece cuidado e abraços apertados pra mostrar pra ele que existem pessoas nesse mundo que vão estar do seu lado. Cuida bem dele, não deixa ele se machucar nem afirmar que ele não consegue, que é incapaz. ele é forte e precisa que alguém diga isso pra ele. ele gosta de carinho, precisa de atenção mas não sufoque muito, ele precisa do tempo dele, e ele sabe muito bem o que faz e a hora que faz. se ainda não fez, é porque ainda não é pra fazer. ele não gosta de se sentir cobrado, não gosta de fazer as coisas na marra, se é que me entende. pergunte sempre como ele está, ouça todas as coisas mais banais que ele tem a dizer. ah, ele vive com fome, não se assusta, é assim mesmo, não sabe comer besteira o dia inteiro, então, dê comida o bastante, se ele ficar um pouco lerdo ou de mal humor, é esse o motivo. gosta muito de coca-cola, assim como chocolate. se der um violão ou guitarra na mão dele, cuidado você pode perdê-lo por tempo indeterminado, assim como se soltar ele com o melhor amigo em um ensaio de bandas. ah, nunca, nunca, nunca se agarre nele com muita força, ele pode estar usando o Piercing e pode machucar o mamilo dele, e isso não vai ser legal. quando ele parecer bravo, não precisa muito, só mostra que você se importa e deixa ele quietinho, depois de uns vinte ou trinta minutos, tente de novo, ele vai estar mais calmo. como diz uma amiga minha, não goste muito de desenhos animados, não goste muito de teatro mágico, não veja "antes que termine o dia" com ele, e outra, cuidado com os apelidos que der, talvez você acabe lembrando uma pessoa. como eu já disse, ele é muito independente quando quer, mas precisa muito de alguém pra proteger ele das coisas que ela acha que o afetam. ele não é feito de pedra, se emociona, é meio infantil quando está muito feliz, mas não o recrimine, todos somos. aliás, não jogue as coisas na cara dele, você também erra, com certeza ele engole muita coisa que não gosta também. arranque o máximo de sorrisos dele, além de ser uma coisa linda de se ver, ele não dará muitos por conta própria. ele gosta muito de instrumentos musicas, musicas, pensa muito na faculdade e você vai precisar de paciência nesse sentido. não grite, ele tem pavor de gritos. não o traia nunca, não minta, não omita, não tente colocar ciúmes nele, ele gosta de se sentir seguro, e se você gosta mesmo dele, ele precisa sentir isso, precisa sentir que é o cara mais importante do universo. não deixa ele se sentir um lixo, não cometa esse erro. eu não posso dizer muito, se eu soubesse de tudo não teria errado tanto, mas essas foram as coisas que eu aprendi. o resto... o resto você descobre com o tempo.


ps: 1 foi tudo q tivii vontade de escrever hj =/...
ps: 2 Lily ñ briga cmg rs


domingo, 10 de outubro de 2010

- Eu não sei por que veio se nada deixará de ser confuso. O que te falei, não me lembro. Mas me sinto arder toda vez que lembro sua cara de expectativa, quase gritando que esperava mais de mim. pois bem, eu também esperava que você gritasse, de fato. Mas esse silêncio me faz sentir incompetente, e eu não sei lidar com minha própria derrota. Eu não queria te magoar, eu escolheria não te perder. O que sinto por você, tem mais a ver comigo do que com nós. Egoísmo, posse, costume, me desculpa. Eu poderia ser feliz, mas eu prefiro ser sincero.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto: 'Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?' É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver, não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir. Porque não estou fluindo.

Caio Fernando Abreu, sempre.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O instante em que penso em te agradecer, e fatalmente te explicar o espaço imenso que você ocupa em mim é o mesmo instante em que qualquer palavra torna-se minha inimiga involuntária. o que te dizer, além de tudo? como te explicar por partes esse exagero que construímos? queria doar parte da sinceridade que somos, porque talvez seja pesado demais carregá-la sozinhos. ou não... nenhum peso será suficientemente danoso se tiver você para dividir comigo. atualmente me vejo apenas como resultado das conversas que temos. como se você fosse a caneta para desenhar o meu caráter, e eu consciente de que não posso me escrever sem sua mão tão firme. agradecer, não me basta. dizer que preciso de você, não me sustenta. saber que nenhuma distância causará um afastamento nosso, não me acalma. eu não sei o nome que deveriam dar pra gente. eu poderia jurar que tenho o mesmo sangue que você. ou até mesmo a mesma fisionomia. que quando eu como, você também sente fome. ou quando você chora, sou eu quem está sofrendo. no meio de tanto caos e desconhecimento, o único fator que me conforta é você ter entrado na minha vida e permanecido nela, como havia de ser. estamos juntos. estaremos sempre juntos. e nem o universo, preenchido de todas suas conspirações, poderá mudar isso.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

texto roubado, somente roubado...

Ainda insiste em fugir de mim... Mas sera que não percebe o mal que me faz com isso?
Porque eu? Que em defesa de seu nome e tudo que carrega até declaração de amor fiz.
E a boca fui para calar os mil insultos que outras bocas cruéis despejavam em você...
Fui seu pulso na hora em que nada tinha mais a argumentar, fui sua força enquanto apenas me cobria...
E agora, assim tão fácil, ensaia em me deixar justamente no palco que te fiz.
Ousa sair de minha vida depois de tudo que juntos vivemos!
Diz! Fala pra mim o que é que ta pegando?
Quem tem que sangrar para que o sacrifício te cole em mim?
Eu aprendi a te amar quando apenas eu não te odiava... Eu tive que me dobrar, sofrer, para que seu peso não fosse nada pra mim e eu pudesse ir para todos os lados e te carregar sempre comigo...
Me fiz orgulho por estar contigo, me espalhei entre iguais, cantei seus cantos e duvidas... Pra você achar por bem ir embora?
Egoísta! Você acha que vai se encontrar aonde?
Ninguém... Escuta! Ninguém vai te querer da maneira que eu te quis... Nenhum amor sera o bastante, nada!
Eu te dei respeito, te protegi, pra isso?
Já vi essa historia, conheço casos parecidos, situações como esta, e se liga, ninguém sai ganhando não!
Fala! O que foi que eu fiz? Fala!
Não importa... Sem duvida foi besteira, não percebi, vacilei, magoei, mas vai passar... vai sim, ai, já passou! Volta aqui! Por favor! Me diz o que foi....
Nem quando eu apanhei por você desejei estar em outro lugar senão contigo...
Nem quando cuspirão em mim, nem quando fui rejeitada, nunca desejei estar em outra vida que não fosse a nossa... Porque?
Já é por demais meu para querer ser de outra, e ao sair não sera nada... Pele morta entregue ao acaso numa rede de tratamento de esgoto... A se misturar a varias outras, sem identidade, sem vida...
É isso que você quer?
É esse seu plano... nos matar?
Em tudo que leva seu nome me vi, ti ligo a tudo que é meu, e crio um mundo nosso... Porque partir?
Fica vai, vamos reconstruir aquilo que estragamos, e tentar ficar bem...
Preto no preto como sempre foi...
Fazer a nossa maneira, respeitando nossa natureza, essa coisa de pele...
E não nos deixar vencer por quem já esta derrotado!
Cole em mim outra vez, vem fazer parte de meu corpo e historia...
Esqueça aquilo que nem eu sei o motivo para se esquecer e se agarre a mim, como sempre foi... Nos dois!
Volta!

ps: do blog do maik... ai ai, criatividade é pra poucos. bem poucos.